Vários Burlões da PayDiamond Presos no Brasil, Enganaram Milhares de Pessoas

Fraude PayDiamond enfrenta Justiça BrasileiraBurlões da PayDiamond presos no Brasil. Esquema Ponzi prometia retorno superior a 200% por ano. Justificavam o retorno com a venda de diamantes!

De acordo com o site A Gazeta, Dilhermano Pereira Gonçalves , Rodrigo de Souza Kagaochi e outros burlões foram presos a pedido da Justiça do Estado de São Paulo. Estão acusados de serem responsáveis pela fraude PayDiamond, um esquema Ponzi que prometia ganhos superiores a 200% e justificava o retorno com a venda de diamantes. Como foi exposto em 2016, no alerta de fraude PayDiamond, este esquema nunca teve uma mina ou um negócio real ligado com a venda de diamantes, era tudo uma fantasia.

Os diamantes foram apenas uma história bem inventada, usada para dar credibilidade à fraude e receber dinheiro das vítimas. O esquema foi criado em 2015 e durante vários meses enganou muitas pessoas. Foram vários os alertas de diferentes autoridades em todo o mundo. Desde a Argentina, Canadá, Itália e Portugal. Em 2016 a fraude PayDiamond começou a ser investigada no Brasil.

Ministério Público de São Paulo denuncia Esquema Ponzi PayDiamond

Na denúncia, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) alega que a PayDiamond seria uma “verdadeira organização criminosa, para prática de fraudes e pirâmide, causando danos a número expressivo e indeterminado de pessoas“.

O MPSP indica que a PayDiamond inicialmente teria se apresentado no mercado nacional como uma empresa que vendia equipamentos e suprimentos de informática, no entanto, pouco tempo depois do início de suas operações, o Departamento Nacional de Produção Mineral recebeu uma denúncia contra a empresa afirmando que oferecia contratos de investimentos no comércio de diamantes.

A PayDiamond que começou o esquema Ponzi em 2015 passou a ser investigada pela Polícia Civil já em 2016 quando supostamente, os acusados Carlos Cesar Luiz e Katia Regina Zazirskas promoveram o a alteração do contrato social da empresa fachada da PayDiamond com transferência da totalidade das quotas para Mefiboset Flaviano Mendonza Valverde, peruano, que nessa altura era apenas porteiro num Hotel em Brasília (Brasil), segundo o MP.

O peruano Mefiboset foi usado como testa-de-ferro, sem ao menos ter conhecimento que o seu nome era usado para aplicar o golpe.

“A falsidade ideológica da alteração contratual é confirmada pelas declarações do acusado Dilhermano Gonçalves Pereira, que participou ativamente na promoção de eventos de captação de vítimas e formação da pirâmide, na condição de líder. Dilhermano, ao ser ouvido em declarações pelo Gaeco do Espírito Santo afirmou que jamais teve contato ou ouviu falar de Mefiboset Flaviano, mas tão somente com o acusado Carlos César, enquanto comandante da empresa e também teria encontrado em um evento a mulher deste, a acusada Kátia. Além disto, em nenhum material publicitário da Pay Diamond aparece Mefiboset como diretor ou comandante do negócio”

O esquema Ponzi PayDimaond chegou mesmo a enganar a própria Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM), ao registar uma empresa fachada, a Multiplay Investiment Capital Ltda que seria cotista exclusiva no fundo de investimento também denominado Paydiamond FIDC-NP, contudo, segundo a CVM tudo não passou de uma fraude usada para dar ‘legitimidade’ ao esquema.

“Para formação de verdadeira organização criminosa, para prática de fraudes e crime de pirâmide, os acusados Carlos Cesar Luiz e Kátia Regina contaram com a participação de outros agentes, com contribuição decisiva na captação de investidores/vítimas e para tanto não só promoveram a divulgação de suas atividades por sites na rede mundial de computadores, como também realizaram diversos eventos em várias cidades do Brasil e do exterior , em hotéis de luxo, onde reuniram em auditórios, em cada oportunidade, mais de 50 pessoas, para induzi-las a fazer transferência de dinheiro, expressivos no pretenso comércio de diamantes, com uma taxa de retorno de 5% por semana ou 240% ao ano, além de comissão por indicação de novos investidores e também sobre aqueles que estes viessem a indicar, o que já revela a formação de pirâmide financeira”, diz o MPSP.

Quando a fraude PayDiamond começou a ficar sem forma de conseguir pagar o retorno prometido, porque o número de novos participantes diminui, o esquema Ponzi acabou por colapsar.

Entretanto inventaram a shitcoin MKTCoin, isto é, uma criptomoeda sem qualquer valor real, criada com o objetivo de nunca pagar o saldo disponível no backoffice e roubar ainda mais dinheiro das suas vítimas.

MktCoin a shitcoin da fraude PayDiamond

Felizmente o MPSP sabe bem que a MKTCoin foi apenas uma maneira de continuar com o esquema Ponzi por mais alguns meses.

“Os representantes da Pay Diamond envolvidos nesta operação seriam justamente Adriano Mendes e Rodrigo de Souza Kagouachi (…) Nas cópias de divulgação na internet utilizadas pelos acusados Adriano e Rodrigo, há inserção de marca referente à moeda virtual MKTCOIN com menção de que se trata de uma parceria com a Pay Diamond, deixando claro que esta fraude tinha estreita relação com o crime de pirâmide e nada mais era que uma estratégia de manter as vítimas em erro por mais tempo”

Para ganhar ainda mais tempo, mais tarde acabaram por trocar o nome da fraude. Passou de PayDiamond para LifeinBlock. Os mesmos burlões, um novo nome e novas promessas de ganhos fáceis. Meses depois acabou por colapsar.

Site da fraude LifeInBlock

Por agora, os burlões acusados são o Dilhermano Pereira Gonçalves, Rodrigo de Souza Kagaochi, Carlos Cesar Luiz e Katia Regina Zazirskas.

Burlões envolvidos na fraude PayDiamond

Para sair da prisão os advogados dos burlões acima estão a pedir um Habeas Corpus. No pedido negado de habeas corpus de Dilhermano Gonçalves, o próprio afirma que era bastante ativo em Portugal. Como é comum, os burlões de esquemas Ponzi autodenominam-se de líderes. Nada de novo!

Pedido habeas corpus negado ao burlão Dilhermano Gonçalves

A  justiça tarda, mas não falha. Com os burlões a continuarem na prisão, resta aguardar por novidades sobre o caso.

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